Crepes de espelta com cerejas secas e nozes banhoffee

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Uns crepes finos, deliciosos e sem lactose acompanhados por algumas das minhas aventuras em Cape Town, na África do Sul. Com direito a fotos e tudo!

Estive há duas semanas atrás pela segunda vez na Cidade do Cabo. Já lá tinha estado há 1 ano e tinha ficado com a melhor das impressões (leiam aqui). Esta vez não foi exceção. Cape Town é considerada uma das melhores cidades de África, as ruas são limpas, as pessoas são cordiais e a organização remete-nos para uma cidade europeia. A juntar a isto tem ainda paisagens de cortar a respiração, entre montanhas com vista para o oceano, vegetação de um verde esmeralda e zonas próximas que agregam praias de um mar azul turquesa, onde se passeiam pinguins, focas e até babuínos. Dito assim parece uma cidade um pouco esquizofrénica, de tanta variedade que concentra, mas essa quanto a mim é a magia da Cidade do Cabo.

A arquitetura varia entre edifícios de traça colonial, com influências inglesas e holandesas, vivendas mais modernas e até hollywoodescas e alguns arranha-céus, mesmo no centro da zona financeira e que incutem à cidade aquele cariz mais cosmopolita. Não se vêem muitos prédios e os que se vêem não são muito altos. É curioso como uma cidade espremida entre o mar e a montanha consegue ser tão aberta, ao ponto de nunca nos sentirmos confinados, muito pelo contrário.

Desta vez tive tempo para visitar a zona das vinhas que fica a uns 60 km da cidade, cerca de 1 hora de caminho pela autoestrada. Para quem é amante de vinho (not my case), especialmente branco, esta é uma visita obrigatória. Fazem-se passeios pelas vinhas, piqueniques debaixo de carvalhos centenários e provas de vinho em quintas de sonho. Fizemos tudo isto na quinta Boschendal, num dia solarengo com um vento leve, que enfatizava ainda mais a perfeição daquele cenário idílico. Optámos pelo piquenique vegetariano composto por: hummus, salada de batata, paté de beringela, quiche de espinafres, salada de couve, queijos da quinta, salada verde, chutney de beterraba, pão, tostas e uma tarte de chocolate e marshmallow. Tudo delicioso, feito com ingredientes da quinta e servido em cestas de vime. Para acompanhar pedimos água e vinho branco da casa (cabernet sauvignon). Foi absolutamente perfeito.

Outra das coisas que surpreende em Cape Town é o facto da comida ser barata. O preço de um jantar num bom restaurante ronda os 35€ para 2 pessoas (bebidas incluídas). O piquenique que vos falei acima ficou em 17€ por pessoa. Ao almoço conseguem-se preços mais baixos se optarem por comer nos mercados locais, onde se vendem ótimas refeições ligeiras, fruta, etc. E é nestes mercados que percebemos como este país está à frente na consciência alimentar e ecológica. A oferta de produtos e refeições biológicas é grande e nota-se uma preocupação do ponto de vista da sustentabilidade (incentivo ao comércio local, reciclagem de resíduos, etc.). Aqui perco-me e compro um pouco de tudo. Desta vez trouxe, entre outras coisas, as cerejas secas, as nozes banhoffee e os talheres que vêem na foto dos crepes.

Espero ter-vos entusiasmado a visitar esta cidade, sei que é longe mas vale sem dúvida a pena! Se decidirem ir digam-me e dou-vos umas dicas. Quanto aos crepes, sejam criativos nos toppings porque vão bem com tudo.


Ingredientes: (6-8 crepes)

2 chávenas de chá de farinha de espelta

2 chávenas de chá de leite de avelãs (ou outro que prefiram) – mais se necessário

1 ovo L (ou 2 pequenos)

1/2 colher de café de baunilha em pó

1/2 colher de café de canela em pó

1 colher de sopa de açúcar de coco

1 pitada de sal dos himalaias (ou outro que prefira)

1 colher de chá de óleo de macadamias (ou outro que prefira)

Toppings: cerejas secas + nozes banhoffee + 1 fio de mel (opcional)

Preparação:

Junte todos os ingredientes numa taça e bata com um garfo ou fouet (vara de claras), até conseguir uma mistura uniforme e sem grumos. A consistência da mistura deve assemelhar-se à de um batido, ou seja, mais espessa que água mas ainda assim líquida. Se lhe parecer demasiado espessa junte um pouco mais de leite e volte a bater.

Unte uma frigideira anti-aderente com o óleo (eu costumo utilizar papel absorvente para o efeito) e aqueça-a em lume médio. Com uma concha de sopa, disponha a mistura no meio da frigideira e com a outra mão vá virando a frigideira em movimentos circulares, de forma a que a mistura se vá espalhando e formando uma camada fina. Não se preocupe se não ficarem com uma forma redonda perfeita, tudo vai lá com a prática!

Baixe o lume e deixe cozer cerca de 1 minuto ou até notar a mistura completamente cozida por cima. Com uma espátula vá soltando as extremidades do crepe e vire-o. Deixe cozer o outro lado mais 1 min ou até ficar dourado. Retire e deixe arrefecer num prato. Repita para a restante mistura.

Sirva os crepes e disponha os toppings* por cima.

Notas: utilize ingredientes de origem biológica.

*Comprei as cerejas secas e as nozes a granel na África do Sul. Não sei onde podem arranjar estes toppings exactos em Portugal, mas experimentem ir à Maria Granel, em Lisboa. Mesmo que não haja estes, opções não vão faltar! 

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